Leitura: 9min

Como preparar sua casa para o verão: checklist da climatização perfeita

Dufrio Refrigeração

19 jan 2026

Compartilhe:

O verão se aproxima, e com ele aquela sensação gostosa de dias mais longos, sol e… calor. Muito calor. Se a simples ideia de enfrentar outra temporada de temperaturas altas dentro de casa já faz você suar, esse checklist é para você.

Preparar sua casa para o verão não é só ligar o ar-condicionado no dia mais quente e torcer para ele funcionar. É um cuidado preventivo, um carinho com seu espaço e seu conforto.

Pense nisso como colocar o protetor solar antes de ir à praia: é a garantia de que você vai poder aproveitar a estação sem se preocupar com queimaduras ou, nesse caso, com um equipamento que pifa no pior momento possível.

Vamos caminhar juntos por todos os passos, desde a manutenção mais básica até a decisão de trocar de aparelho. Tudo explicado de forma simples, com exemplos do nosso dia a dia.

Porque climatização não precisa ser um bicho de sete cabeças. Vamos lá?

Limpeza que renova (seu ar e seu equipamento)

Imagine que você vai correr uma maratona com um cachecol no rosto. Parece absurdo, não é? É exatamente isso que seu ar-condicionado tenta fazer quando os filtros estão sujos. Eles são os pulmões do aparelho, responsáveis por reter poeira, pelos, poluição e outras partículas.

Quando entupidos, o ar não circula direito, o motor precisa fazer mais força (gastando mais energia) e a qualidade do ar que você respira cai drasticamente.

A limpeza dos filtros é tão simples quanto importante. Normalmente, basta abrir a tampa frontal do aparelho (sempre com ele desligado da tomada), retirar os filtros de plástico e lavá- los em água corrente. Uma escova macia pode ajudar a remover a sujeira mais teimosa.

Deixe secar completamente, de preferência à sombra, antes de recolocá-los. Esse ritual deveria ser feito a cada 15 ou 30 dias durante o período de uso intenso. É um ato que leva menos de 15 minutos e faz uma diferença enorme no seu conforto e na sua conta de luz.

Mas a limpeza não para nos filtros. A parte externa do aparelho (a famosa “condensadora”, aquela que fica do lado de fora) também precisa de atenção. Ela costuma ficar em varandas, quintais ou lajes, exposta a todo tipo de sujeira: folhas, poeira urbana, penugens de árvores.

Essa “jaqueta de sujeira” impede que o aparelho dissipe o calor para o ambiente externo com eficiência. O resultado? Ele trabalha mais, gasta mais e resfria menos. Se você tem acesso seguro a essa unidade, pode usar um aspirador com escova ou um pincel macio para remover a sujeira superficial. Para uma limpeza mais profunda, o ideal é chamar um profissional.

E se você é um técnico refrigerista, conheça a Dufrio Parceiros!

Check-up: diagnóstico preventivo

Lembra daquela visita ao médico que você faz uma vez por ano, mesmo sem estar doente? Seu ar-condicionado também precisa disso. A revisão técnica anual, feita por um profissional qualificado, é o seguro contra dores de cabeça futuras. É nessa hora que se verifica o que nossos olhos não veem.

O técnico vai checar a pressão do gás refrigerante, essencial para o resfriamento. Um nível abaixo do ideal é como um carro andando com pouco óleo: o aparelho funciona, mas se desgasta muito mais rápido e perde eficiência. Ele também analisará a parte elétrica, os terminais, a drenagem de água (para evitar vazamentos e goteiras dentro de casa) e fará uma limpeza profunda em componentes internos, como a serpentina e o ventilador.

Muita gente só se lembra do técnico quando o ar para de gelar. O problema é que, no auge do verão, todo mundo tem a mesma ideia. Os profissionais ficam sobrecarregados, a espera pode levar dias (ou semanas) e o preço do serviço de emergência costuma ser mais salgado.

Agendar essa revisão no outono ou no início da primavera é um ato de sabedoria e economia. Leia também: Dicas de manutenção para aumentar a vida útil do ar-condicionado

Como escolher o ar-condicionado certo? BTUs, modelos e tecnologia

Agora, vamos supor que você está pensando em comprar um aparelho novo ou trocar um antigo. Um dos erros mais comuns é acreditar que “quanto mais potência, melhor”. Um ar superpotente para um ambiente pequeno vai resfriar muito rápido, desligar, ligar de novo em pouco tempo (os chamados “ciclos curtos”), causando um consumo excessivo de energia e um desgaste desnecessário dos componentes.

Já um ar fraco para um ambiente grande vai trabalhar incessantemente, sem nunca alcançar a temperatura desejada, virando um sorvedouro de energia elétrica. O segredo aqui é o cálculo de BTUs. A conta básica leva em consideração:

  • O tamanho do ambiente em metros quadrados (comprimento x largura).
  • A quantidade de pessoas que usam o espaço.
  • A incidência de sol (se é muito ensolarado ou mais sombreado).
  • A quantidade de aparelhos eletrônicos que geram calor (como televisores e computadores).

Um exemplo prático: para um quarto de 12m², com duas pessoas, com sol pela manhã, a conta básica seria: 12m² x 600 BTUs (valor base) = 7.200 BTUs. Adiciona-se mais 600 BTUs por pessoa (1.200) e mais 600 BTUs pelo sol. Total: aproximadamente 9.000 BTUs. Nesse caso, um aparelho de 9.000 ou 12.000 BTUs seria o ideal.

Obs.: a quantidade de aparelhos e a orientação solar também devem influenciar neste cálculo. Calcule de forma completa no site da Dufrio. Acesse agora a Calculadora de BTUS

Quanto aos modelos, as opções são muitas. Os splits de parede (com uma unidade interna e outra externa) são os mais comuns para casas e apartamentos, sendo silenciosos e eficientes. Já os portáteis são uma solução flexível para quem não pode fazer instalação fixa ou para uso em locais específicos, mas costumam ser mais barulhentos e menos eficientes.

Os modelos inverter são um investimento que vale muito a pena: eles ajustam a velocidade do compressor, mantendo a temperatura estável com muito mais economia de energia e menos ruído.

Você também vai gostar: Ar-Condicionado: Guia para você escolher sem medo de errar

Conforto que não pesa no bolso

Ter um bom aparelho, limpo e revisado, é metade do caminho. A outra metade está nas nossas mãos, no uso inteligente do dia a dia. A temperatura programada é nossa grande aliada. Regulá-la para algo entre 23°C e 25°C é o ponto ideal.

Cada grau a menos no termostato representa um aumento significativo no consumo de energia. Não é preciso simular o Polo Norte dentro de casa. Ao chegar de um dia quente, em vez de colocar o ar no mínimo, comece com uma temperatura mais amena (26°C) e vá baixando aos poucos. O alívio será o mesmo, mas de forma mais sustentável.

Outro hábito importante é o uso conjunto com a ventilação natural. Nos horários mais frescos do dia, como no início da manhã e no fim da tarde, desligue o ar e abra as janelas. Deixe o ar circular, renovar. Isso ajuda a reduzir a umidade e a sensação de ambiente “fechado”. E nunca subestime o poder de cortinas, persianas e toldos.

Bloquear a entrada direta do sol nas horas mais quentes é como colocar um grande chapéu na sua casa, reduzindo drasticamente o calor que o ar-condicionado precisará combater.

Importante saber: Mitos e verdades sobre o consumo de energia do ar-condicionado

Sinal amarelo: quando pensar em trocar o aparelho

Tudo tem um ciclo de vida. Seu fiel ar-condicionado também. Como saber se chegou a hora de aposentá-lo com honras e partir para um modelo novo? Alguns sinais são claros:

  1. Tempo de uso: se o aparelho tem mais de 10 anos e começa a apresentar falhas constantes, o custo das reparações pode rapidamente se aproximar do valor de um equipamento novo, que será infinitamente mais eficiente e econômico.
  2. Consumo de energia disparado: se você nota um aumento inexplicável na conta de luz, mesmo com o mesmo padrão de uso, pode ser um sinal de que o aparelho está perdendo eficiência. Um modelo novo com tecnologia inverter, por exemplo, pode representar uma economia de até 40% no consumo.
  3. Desempenho fraco: mesmo após uma limpeza completa e uma revisão técnica, o aparelho não consegue mais alcançar a temperatura desejada ou demora uma eternidade para resfriar o ambiente.
  4. Barulhos estranhos: ruídos excessivos, chiados, batidas ou rangidos que surgem do nada são gritos de socorro de um equipamento em sofrimento.
  5. Uso de Gás CFC/HCFC (R-22): se você tem um aparelho muito antigo, ele pode usar um gás refrigerante que é danoso à camada de ozônio e cuja produção foi banida. A recarga desse gás hoje é extremamente cara e difícil. A troca se torna a única opção viável.

Fazer a substituição fora da temporada de calor (no inverno ou outono) pode trazer vantagens, como preços mais atraentes, maior disponibilidade de modelos e agilidade na instalação, já que os profissionais estão menos atarefados.

Leia também: Consertar ou trocar seu ar-condicionado? Como tomar a decisão mais inteligente

Conclusão:

Preparar sua casa para o verão é um ato de cuidado consigo mesmo e com seu lar. Não é uma lista de tarefas chatas, mas um ritual que garante que seu espaço fique climatizado e confortável para os próximos meses. Certo?

Resumindo: comece pela higiene simples dos filtros. Programe aquele check-up técnico preventivo. Use seu aparelho com inteligência, explorando temperaturas amenas e a ventilação natural. E esteja atento aos sinais de que talvez seja hora de uma troca, planejando- a com calma.

Quando a primeira onda de calor do verão chegar, enquanto muitos estarão desesperados na fila por um conserto ou sofrendo com a conta de luz, você estará relaxado no fresquinho da sua casa, preparada com antecedência e sabedoria.

O verdadeiro luxo do verão não é apenas sentir frio, mas ter a tranquilidade de saber que seu conforto está garantido de forma eficiente e segura. Aproveite cada momento da estação mais alegre do ano. O “ar fresco”, literalmente, está em suas mãos.

Compartilhe:

Próximo...

Cervejeira Comercial vs Residencial: como escolher?

A escolha é de negócio! A principal diferença entre cervejeira residencial e comercial reside na durabilidade do compressor e na capacidade de recuperação térmica. O modelo comercial é construído com componentes robustos (como nos modelos Fricon e Metalfrio) para suportar centenas de aberturas de porta por dia e manter a

Leia também

cervejas geladas dentro de uma cervejeira comercial

Cervejeira Comercial: Como calcular a capacidade e escolher o modelo ideal?

Para calcular a capacidade da cervejeira comercial ideal para o seu negócio, considere a regra prática de volume útil: cada 100 litros brutos comportam, em média, 30 a 35 garrafas de 600ml. Para pequenos comércios ou áreas VIP, modelos de 209L a 244L atendem a demanda diária. Já bares e

Melhores marcas de ar condicionado

Melhores Marcas de Ar Condicionado 2026: Veja Opções Ideais Para Sua Casa

Escolher um ar condicionado em 2026 pode parecer um desafio, com tantas opções disponíveis no mercado. Seja para um espaço pequeno ou um ambiente amplo, existe um modelo ideal para cada necessidade. Neste artigo, apresentaremos as melhores marcas de ar condicionado e modelos para ajudar você a tomar a melhor

Retrospectiva Conexão Dufrio

O ano de 2025 ficará marcado na história do setor de climatização e refrigeração. Não apenas pelos avanços tecnológicos ou pelos desafios do mercado, mas por algo mais profundo, mais humano: pela energia dos 16 encontros que redefiniram o significado de uma comunidade profissional. O Conexão Dufrio ecoou de Norte

Como a sustentabilidade está moldando o setor de climatização

O ar-condicionado e a refrigeração são, hoje, indispensáveis. Seja para garantir nosso conforto em dias de calor extremo, seja para preservar alimentos, medicamentos e manter processos industriais críticos, esses sistemas estão entrelaçados com a nossa vida moderna. No entanto, por muito tempo, essa comodidade teve um custo ambiental significativo. O