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Como gastar menos com ar-condicionado: 5 Coisas que você precisa saber

Dufrio Refrigeração

28 jan 2026

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O verão chegou com tudo. Aquele calor que te abraça ao sair de casa, a sensação de alívio ao entrar em um ambiente climatizado e, depois, aquele frio na espinha quando a conta de luz chega. Conhece bem essa sequência, não é?

Acredite, você não está sozinho. O ar-condicionado, nosso herói nos dias mais quentes, pode parecer um vilão para o orçamento, mas isso não precisa ser uma verdade absoluta.

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Muito se fala sobre economizar energia, mas o segredo não está em passar calor ou sofrer. Está em usar a tecnologia e alguns hábitos simples a nosso favor. É possível criar um ambiente agradável e saudável sem que o consumo de energia decole junto com a temperatura.

Vamos descomplicar isso juntos? A experiência para um verão mais fresco e econômico começa com entendimento e escolhas inteligentes.

1.Temperatura perfeita

Muitos de nós, na ânsia de se refrescar rapidamente, cometemos o clássico erro: colocar o termostato no mínimo, achando que quanto mais frio, melhor.

Importante saber: O termostato é o sensor inteligente do seu ar. Ele fica “sentindo” a temperatura do ambiente. Quando você escolhe 23°C no controle, a missão dele é manter exatamente isso: assim que o cômodo atinge esse ponto, ele avisa para o compressor diminuir o ritmo.

Se você coloca no mínimo (18°C), ele nunca fica satisfeito, obrigando o aparelho a trabalhar no máximo sem parar, gastando muito mais energia para tentar alcançar um frio quase desnecessário.

O ar-condicionado trabalha para remover o calor do ambiente e para manter uma temperatura estável. Quando você define uma temperatura muito baixa, como 18°C, o equipamento precisa trabalhar em potência máxima por muito mais tempo para chegar lá e, pior, para se manter. Esse esforço contínuo é o que realmente pesa no consumo.

Aqui entra a primeira lição de ouro: a regra dos 23°C. Esta é, em geral, a temperatura ideal de conforto térmico para o nosso corpo no verão. É uma temperatura agradável, que evita o choque térmico enorme com o exterior e, principalmente, que permite que o compressor do seu ar (o seu “coração”) trabalhe de forma mais equilibrada, ciclando entre ligado e desligado ou reduzindo sua velocidade.

A gente sabe que nas regiões mais quentes pode fazer pouca diferença, mas não custa tentar, não é mesmo?

A sensação de frescor imediato que buscamos vem mais do fluxo de ar do que da temperatura em si. Portanto, ajuste seu termostato para 23°C ou 24°C. A diferença de conforto é mínima, mas a diferença na conta é significativa.

2. Modos escondidos no controle remoto

Seu controle remoto é uma caixinha de surpresas cheia de recursos que podem ser grandes aliados. Vamos conhecer dois dos mais importantes:

O Modo Sleep ou “Modo Noturno” é um verdadeiro gênio da economia. Durante a noite, nossa taxa metabólica diminui e a temperatura do corpo cai naturalmente. Manter o ar no mesmo patamar que usamos durante o dia pode nos deixar com frio e, pior, gastando energia à toa.

Quando ativado, este modo aumenta gradualmente a temperatura ambiente (normalmente em 1°C ou 2°C) ao longo de algumas horas, seguindo a curva natural do nosso corpo. O resultado? Um sono mais tranquilo, sem despertares com frio e com um consumo muito mais baixo, pois o compressor trabalha menos.

Outro parceiro é o Modo Ventilação. Nem sempre precisamos do resfriamento ativo. Em dias mais amenos ou em momentos como o começo da manhã, usar apenas o ventilador interno do ar-condicionado circula o ar do ambiente, dando uma sensação de frescor com um consumo ínfimo, comparado ao modo de resfriamento. É como usar um ventilador de teto turbinado, mas gastando apenas alguns watts.

Saiba mais: Símbolos do ar-condicionado: aprenda como utilizar cada botão

3. Manutenção:

Imagine tentar correr uma maratona respirando por um canudinho. É mais ou menos isso que acontece com um ar-condicionado com os filtros sujos ou as bobinas entupidas. A sujeira é a maior inimiga da eficiência. Ela cria uma barreira que impede a troca de calor, fazendo com que o equipamento trabalhe muito mais – e por muito mais tempo – para atingir a temperatura desejada.

A manutenção básica é simples e você mesmo pode fazer. A cada 15 dias, desligue o aparelho na tomada, abra a tampa, retire os filtros de ar e lave-os em água corrente. Deixe secar completamente à sombra antes de recolocá-los. Isso sozinho já garante um fluxo de ar adequado e pode reduzir o consumo em até 15%.

Anualmente, porém, é fundamental chamar um técnico especializado para uma limpeza completa nas bobinas (aquelas “grades” internas e externas), verificar a pressão do gás e calibrar o aparelho. É um investimento que se paga rapidamente na economia de energia e na vida útil mais longa do seu equipamento.

Leia também: Dicas de manutenção para aumentar a vida útil do ar-condicionado

4. Tecnologia Inverter:

Se você tem um ar-condicionado com mais de 10 anos, está na hora de conhecer a evolução. Os modelos tradicionais (chamados on-off) funcionam de maneira binária: ligam no máximo para atingir a temperatura e desligam completamente. Quando a sala esquenta um pouco, eles ligam novamente no máximo. É um processo de “liga-desliga” constante, que gera picos de consumo e desgaste.

A tecnologia Inverter é diferente. Ela é como um carro com câmbio automático e cruise control. Quando ligado, o compressor atua em alta potência para resfriar o ambiente rapidamente. A grande diferença é que, ao atingir a temperatura desejada, ele não desliga. Em

vez disso, reduz drasticamente sua velocidade, apenas mantendo o clima estável, sem oscilações.

Evita os picos de partida (que consomem muita energia) e trabalha de forma suave e contínua. O resultado? Economia que pode chegar a 40% ou mais, um silêncio muito maior (sem aquele “liga e desliga” barulhento) e um conforto térmico superior, sem aquelas mudanças bruscas de temperatura.

Se você está pensando em comprar um ar novo ou substituir um antigo, o Inverter não é mais um luxo, é a escolha mais inteligente e econômica a médio e longo prazo. Procure pelo Selo Procel de Economia de Energia, que classifica a eficiência de A (mais eficiente) a G (menos eficiente). Um modelo Inverter com classificação “A” é o casamento perfeito entre tecnologia e eficiência.

Leia também: Como a tecnologia inverter contribui para a economia de energia?

Dica de especialista: pequenas ações, grande impacto

O ar-condicionado não trabalha sozinho. O ambiente ao redor dele pode ser um parceiro ou um sabotador. Algumas atitudes simples fazem uma diferença enorme:

Vede as frestas. Janelas mal vedadas, portas com espaço abaixo, furos para passagem de fios. Tudo isso permite a entrada constante de ar quente, forçando o aparelho a trabalhar sem parar. Use vedantes, borrachas de porta e massa de vedação.

Feche cortinas e persianas. O maior inimigo do seu ar-condicionado se chama Sol. A incidência direta de raios solares aquece pisos, móveis e paredes, que irradiam calor para o ambiente. Manter as cortinas fechadas, principalmente nos horários de sol mais forte, é como colocar um escudo térmico no seu cômodo.

Atenção com fontes de calor. Evite usar forno, secador de cabelo ou muitas lâmpadas incandescentes no mesmo ambiente que está com o ar ligado. Esses aparelhos geram calor interno, que o ar-condicionado terá que remover, gastando energia extra.

5. Verdades e mentiras sobre o consumo

Vamos esclarecer algumas crenças comuns que confundem os consumidores.

“Ligar e desligar o ar gasta menos do que deixá-lo ligado.” Em geral, é um MITO. Para pequenas ausências (até 1h), especialmente em dias muito quentes, é mais econômico mantê- lo ligado em uma temperatura um pouco mais alta (26°C, por exemplo) do que desligá-lo completamente. Ao voltar, você exigiria um esforço enorme do compressor para resfriar todo o ambiente novamente, consumindo um pico de energia muito alto. Para saídas longas, acima de 2 horas, aí sim, desligue.

“Ventilador de teto junto com o ar gasta mais energia.” MITO. O ventilador de teto consome pouca energia (cerca de 50 a 70 watts) e sua função é mover o ar. Ele ajuda a distribuir o ar frio pelo cômodo de forma homogênea, impedindo que ele fique parado em um canto. Com isso, você pode até aumentar a temperatura do ar-condicionado em 1°C ou 2°C, obtendo a mesma sensação de conforto e gerando uma economia líquida positiva.

“Colocar uma cortina de ar na frente do split evita a saída de ar frio.” MITO PERIGOSO. O aparelho split é projetado para aspirar o ar do ambiente, resfriá-lo e devolvê-lo. Colocar qualquer obstáculo, como uma cortina de ar gelada (feita com garrafas pet) ou móveis na

frente da unidade interna, atrapalha drasticamente a circulação de ar, prejudica a troca térmica e pode até queimar a ventoinha do equipamento. Mantenha sempre as saídas de ar (split) e a unidade externa (a parte que fica fora de casa) completamente desobstruídas.

“Trocar o gás refrigerante regularmente economiza energia.” MITO PARCIAL. O gás refrigerante não é um consumível como a gasolina do carro. Em um sistema bem vedado e sem vazamentos, ele dura a vida toda do equipamento. A “recarga de gás” só é necessária se houver um vazamento. Fazer a recarga sem necessidade é dinheiro jogado fora e pode até danificar o aparelho. O que economiza energia é a manutenção preventiva que detecta e corrige possíveis vazamentos.

Aprofunde nesse tema: Mitos e verdades sobre o consumo de energia do ar-condicionado

Quando a melhor economia é um upgrade

Faz as contas. Se o seu ar-condicionado já tem mais de uma década, faz um barulho ensurdecedor, solta um cheiro estranho ou a conta de luz parece não acompanhar nenhuma das dicas acima, pode ser a hora de pensar na aposentadoria dele.

Um modelo novo, especialmente um Inverter classe A, incorpora todas as tecnologias de eficiência que falamos. O investimento inicial é compensado pela economia mensal na conta de luz.

Em muitos casos, a redução no consumo é tão significativa que a economia anual paga uma boa parcela do novo aparelho. Além disso, você ganha em conforto acústico, precisão de temperatura, funções inteligentes e até mesmo na redução do impacto ambiental.

Usar o ar-condicionado com inteligência é sobre ser mais esperto do que o termostato. É entender que pequenas mudanças de hábito, somadas à tecnologia certa e à manutenção básica, criam um verão em que o frescor e a economia podem coexistir perfeitamente.

Coloque essas dicas em prática.

Ajuste a temperatura, lave os filtros, observe o ambiente. A sua próxima conta de luz, e o seu próprio bem-estar, serão a prova de que é possível vencer o calor sem esquentar a cabeça.

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