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Armazenamento de alimentos congelados: por que prestar atenção na temperatura

Dufrio Refrigeração

08 set 2017

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Mais do que simples dicas de conveniência o armazenamento de congelados é um assunto que pede também a explicação de alguns fatores-chave na conservação e qualidade dos alimentos submetidos a ele.

Nesse ponto a temperatura, por exemplo, merece destaque (embora não seja o único item que precise ser levado em consideração).

Isso porque a regulagem correta dela irá definir o tempo de duração de uma série de alimentos em condições adequadas e também até determinar quanto demorará para que cada um congele – o que pode influenciar o aspecto ou a quantidade de formação de cristais, por exemplo.

Veja por que é importante se atentar a esses detalhes e descubra o que é mais recomendado em relação à prática:

ANVISA

De acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) a temperatura de armazenamento deve obedecer a alguns critérios.

Uma vez que a temperatura delimita o quanto alguns microorganismos se reproduzem e, com isso, estabelece índices para que o risco de contaminação seja o menor possível, é preciso segui-los.

Segundo ela, por exemplo, no caso de resfriamento de um alimento preparado a temperatura deve ser reduzida de 60ºC a 10ºC (dez graus Celsius) em até duas horas e, em seguida, haver refrigeração a temperaturas inferiores a 5ºC ou, se congelado, à temperatura igual ou inferior a -18ºC.

A ANVISA prevê ainda que os alimentos submetidos ao congelamento sejam mantidos sob refrigeração se não utilizados de imediato, não devendo passar por recongelamento (ou seja, congela-se uma única vez).

Quais produtos podem ser armazenados em baixa temperatura?

Teoricamente quase todos os alimentos podem ser armazenados em baixa temperatura (considerando 0ºC como marco para isso), exceto alguns mais característicos, como o ovo, que só cabem bem nessa situação quando submetidos a processos peculiares.

Caso contrário terão aparência, textura ou gosto alterado, não retornando ao estado original mesmo após o descongelamento ou voltando à temperatura ambiente.

Carnes e embutidos, por exemplo, podem ser congelados sem problemas desde que observados alguns conselhos básicos — lembrando que existem diferenças entre freezer e congelador e em como usá-los para congelar, em especial quanto à temperatura que, no primeiro caso, atinge até -20ºC.

O que fazer em casos pontuais?

Existem, contudo, alguns alimentos que por alguma razão não  especialmente os que não queremos descongelar por completo, por exemplo, para consumir.

É o caso, por exemplo, dos sorvetes ou cremes que são consumidos bem gelados, como o açaí.

Esse tipo de produto deve permanecer em temperatura de freezer ou congelador, mas não é tão interessante estar extremamente “duro”, a temperaturas muito baixas, no momento de retirar uma ou outra colherada.

Para situações assim conservar alimentos na porta do freezer ou congelador pode ser uma boa opção.

Ele não irá sofrer descongelamento dessa forma e ao mesmo tempo não irá prejudicar o armazenamento conjunto de outros produtos que eventualmente necessitem de maior resfriamento.

Atenção aos cuidados com seu equipamento

Por fim, vale lembrar que em alguns equipamentos em específico a regulagem de temperatura pode estar ainda relacionada ao funcionamento do aparelho.

Em média congeladores ou freezers trabalhando em temperaturas muito baixas tendem a formar mais gelo em menor tempo, situação em que é preciso observar ainda mais de perto a questão do degelo, da limpeza e manutenção —   a menos que você conte com a tecnologia frost free como aliada.

E então, você já sabia diferenciar basicamente a recomendação de uma temperatura ou outra para cada caso? Ainda não havia se atentado à possibilidade de regulagem de temperatura do seu equipamento?

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